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TRANSTORNOS DE ANSIEDADE NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

MORGANA SONZA ABITANTE

CÍNTIA VASQUES CRUZ HEIDEMANN

epub-BR-PROPSIQ-C10V1_Artigo2

https://doi.org/10.5935/978-65-5848-007-5.C0004

  • Introdução

O desenvolvimento normal ao longo da infância e da adolescência cursa com períodos em que é esperado o aumento da ansiedade e do medo diante de situações específicas, como a possibilidade de se separar dos cuidadores, de ficar sozinho no escuro, de sofrer rejeição social etc. Esses medos e ansiedades, são, gradativamente, minimizados diante do amadurecimento e suporte emocional por parte do ambiente onde está inserida a criança e/ou o adolescente.

O medo e a ansiedade são emoções geralmente adaptativas e essenciais para sobrevivência, mas tornam-se disfuncionais quando há aumento desproporcional da intensidade, duração e frequência diante de um estímulo ameaçador.

Quando se faz referência aos transtornos de ansiedade (TAs) na infância e adolescência, os medos seguem um curso diferente do exposto, são persistentes, interferem no funcionamento dos indivíduos, geram sofrimento significativo e prejuízos, especialmente à aquisição de habilidades acadêmicas e sociais. Além disso, os TAs em crianças e adolescentes frequentemente apresentam comorbidades associadas e aumentam o risco para a presença de transtornos mentais na vida adulta. Infelizmente, apesar da alta prevalência e dos prejuízos, os TAs ainda são pouco reconhecidos e subtratados.

Classificam-se os TAs em:

 

  • transtorno de ansiedade de separação (TASe);
  • transtorno de ansiedade generalizada (TAG);
  • transtorno de ansiedade social (TASo);
  • transtorno de pânico (TP);
  • agorafobia (AG);
  • fobia específica (FE);
  • mutismo seletivo (MS).

Neste capítulo, o termo TA refere-se aos dados do grupo como um todo e descrições individuais serão especificadas.

  • Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • reconhecer os sinais e os sintomas dos TAs na infância e na adolescência;
  • diferenciar os sintomas ansiosos normais do desenvolvimento de TAs;
  • definir o diagnóstico diferencial entre TASe, MS, FE, TASo, TP, AG, TAG;
  • reconhecer as abordagens terapêuticas dos TAs na infância e na adolescência.
  • Esquema conceitual
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