Entrar

Esse conteúdo é exclusivo para assinantes do programa.

TUMORES DA JUNÇÃO ESOFAGOGÁSTRICA

Flavio Duarte Sabino

Igor Correia de Farias

Ana Luiza Miranda Cardona Machado

epub-PROACI-C18V2_Artigo5

Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

  • reconhecer a etiopatogenia das neoplasias da transição esofagogástrica, seus fatores de risco e sua epidemiologia;
  • compreender as diferenças fundamentais em relação aos tumores do esôfago do tipo epidermoide e às neoplasias do estômago;
  • entender os exames de diagnóstico e estadiamento e o sistema TNM;
  • definir a sequência de tratamento após o estadiamento;
  • conhecer as diversas abordagens terapêuticas, incluindo tratamento sistêmico, radioterapia e cirurgia.

Esquema conceitual

Introdução

A Junção Esofagogástrica (JEG) pode ser identificada de diferentes formas e por diferentes parâmetros, os quais podem se destacar anatomicamente, pelos feixes musculares, fisiologicamente, pelo esfíncter esofagiano inferior, endoscopicamente, pelo limite superior das pregas gástricas, e histopatologicamente, pela transição escamocolunar.

Os tumores da JEG estão localizados na região que se estende do esôfago torácico inferior ao terço proximal do estômago. De acordo com a American Joint Committee on Cancer (AJCC),1 esses tumores estão no limite anatômico entre o esôfago e o estômago e devem ser estadiados em função da localização do epicentro.

No que tange à anatomia, o esôfago torácico inferior é delimitado superiormente pela borda inferior da veia pulmonar inferior, inferiormente pelo estômago, anteriormente pelo pericárdio, posteriormente pelas vértebras e à esquerda pela aorta torácica descendente. O esôfago torácico inferior apresenta o epicentro do tumor localizado abaixo da veia pulmonar inferior.2

Por esse critério, são considerados tumores da JEG somente as lesões localizadas endoscopicamente 2cm acima ou abaixo da JEG anatômica. Já os países ocidentais adotaram a classificação proposta por Stein e colaboradores,3 em 1998, segundo a qual os tumores da JEG são subdivididos em três tipos, de acordo com a localização do seu epicentro: tumores localizados predominantemente no esôfago inferior (tipo I), tumores localizados verdadeiramente na cárdia, com extensão proximal e distal variáveis (tipo II) e tumores predominantemente gástricos, com extensão à cárdia (tipo III).

Os tumores tipo III são essencialmente tumores gástricos, devendo ser conduzidos como tais. Essa classificação será mais bem explicada em “Panorama Geral do Tratamento”.