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INTOXICAÇÕES EXÓGENAS AGUDAS EM CÃES E GATOS

WARLEY GOMES DOS SANTOS

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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

  • reconhecer os sinais clínicos das intoxicações;
  • identificar as síndromes tóxicas;
  • estabelecer uma lista de diagnóstico diferencial entre os diversos agentes que promovem intoxicação;
  • descrever os métodos de ação diante de um paciente intoxicado por qualquer xenobiótico;
  • interpretar quando determinadas medidas de descontaminação deverão ser realizadas ou não;
  • descrever medidas específicas a serem tomadas em alguns tipos de intoxicação.

Esquema conceitual

Introdução

Assista aqui a vídeo aula do capítulo.

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Os agentes tóxicos — como os organofosforados, os carbamatos, o monofluoracetato de sódio, os rodenticidas anticoagulantes, a estricnina, a brometalina, o fosfato de zinco, o amitraz — sempre foram substâncias elencadas entre os agentes que fazem vítimas caninas e felinas, mas com o perfil de frequência de ocorrência de um ou outro entre esses agentes de caráter regional. Por outro lado, a vasta disponibilidade de medicamentos com diferentes ações vem surgindo como causa rotineira das intoxicações, e os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são o grande vilão.1–4

Além dos AINEs, atualmente assumem protagonismo nas intoxicações na clínica médica de cães e gatos outros fármacos, como os antiparasitários de uso interno e externo, bem como os lançados no mercado recentemente, medicamentos com ação no sistema nervoso central (SNC) (tranquilizantes, sedativos, anticonvulsivantes), antimicrobianos, bloqueadores de canais de cálcio, anti-histamínicos, betabloqueadores, agonistas da serotonina e baclofeno.1–4

O ponto em comum desses agentes é que a maioria deles está disponível em apresentações comerciais para uso em humanos, embora existam indicações dos fármacos em doses terapêuticas para animais. As intoxicações ocorrerão quando esses agentes forem ingeridos em doses elevadas por algum motivo (acidentalmente, por administração equivocada de grandes doses pelo tutor ou até mesmo por prescrição de um medicamento sem a observação de características para a raça ou a espécie).1–4

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