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MANEJO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: ABORDAGEM CLÍNICA DO FARMACÊUTICO

Lídia Einsfeld

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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • analisar as principais ferramentas na anamnese farmacêutica no momento da entrevista do paciente com insuficiência cardíaca;
  • reconhecer a fisiopatologia da insuficiência cardíaca e consequente avaliação da classe funcional dos pacientes;
  • considerar os principais efeitos adversos dos medicamentos utilizados no tratamento de insuficiência cardíaca e sugestões de manejo para esses medicamentos;
  • identificar a importância da orientação farmacêutica de alta hospitalar como janela de oportunidade para evitar reinternações;
  • analisar o papel do farmacêutico no monitoramento da terapia medicamentosa em insuficiência cardíaca, como parte das equipes multiprofissionais de cuidado a esses pacientes.

Esquema conceitual

Introdução

A insuficiência cardíaca (IC) é uma condição complexa, na qual o coração é incapaz de bombear sangue de forma suficientemente eficaz para atender às necessidades metabólicas de órgãos e tecidos; ou então só consegue fazê-lo às custas de elevadas pressões de enchimento. O tratamento farmacológico é essencial para melhoria da qualidade de vida e desfechos positivos no manejo dessa doença, mas agrega uma carga importante de polifarmácia às pessoas diagnosticadas com IC que, em geral, já possuem em média outras 2 a 3 comorbidades.

O papel do farmacêutico no cuidado à pessoa com IC é essencial não apenas na garantia da adesão ao tratamento, mas na condução de protocolos clínicos institucionais (em especial, de diureticoterapia), na revisão da farmacoterapia desses pacientes, buscando a melhor evidência científica na individualização de terapias (tanto ambulatorialmente quanto em nível de internação), na conciliação medicamentosa de admissão hospitalar e, prioritariamente, no planejamento da alta hospitalar, ao prevenir novas hospitalizações.

Este capítulo busca abordar aspectos práticos da atuação do farmacêutico nas janelas de oportunidades no cuidado às pessoas vivendo com IC, como parte fundamental da composição da equipe multiprofissional de IC. Para o estudo sobre o tema, serão apresentadas as etapas do cuidado de uma paciente com a doença.

As funções do farmacêutico nas transições do cuidado do paciente com IC (na admissão, internação e alta hospitalar, assim como no atendimento ambulatorial) foram descritas em documento conjunto da Heart Failure Society of America (HFSA) e do American College of Clinical Pharmacy (ACCP). Ao longo deste capítulo, será abordado como se pode colaborar no cuidado da paciente apresentada.1 Não serão abordadas questões relativas ao manejo da IC aguda.

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