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BOAS PRÁTICAS DE ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA A PESSOA(S) VIVENDO COM HIV/AIDS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Autor: Thais Raquel Pires Tavares
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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • descrever o processo de gestão compartilhada do cuidado de pessoas vivendo com vírus da imunodeficiência humana (HIV)/síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) entre os serviços especializados e a Atenção Primária à Saúde (APS);
  • elucidar o processo de implantação da descentralização do cuidado de pessoas que vivem com HIV/aids dos serviços especializados para a APS;
  • explicar a implementação de uma assistência integral e qualificada às pessoas vivendo com HIV/aids no contexto das equipes de enfermagem;
  • listar os cuidados em relação ao tratamento, à realização de exames e à manutenção de hábitos saudáveis que devem ser orientados para pessoas que vivem com HIV/aids;
  • definir as peculiaridades do processo de cuidado de pessoas vivendo com HIV/aids, sobretudo no que diz respeito à consideração dos aspectos individuais e psicossociais de cada pessoa, respeitando a importância do sigilo e da escolha individual de cada um sobre a sua própria saúde.

Esquema conceitual

Introdução

No Brasil e em muitos países ao redor do mundo, os casos de infecção pelo HIV, vírus causador da aids, figuram como um problema para o campo das políticas públicas sociais e de saúde, suscitando desafios à gestão e ao planejamento em saúde.

O último boletim epidemiológico de HIV e aids,1 publicado pelo Ministério da Saúde (MS) no ano de 2022, mostra que, apesar do decréscimo na taxa de detecção da infecção, houve um aumento na evolução dos casos de HIV para aids. Além disso, chama a atenção a alta taxa de óbitos que têm a aids como causa básica, mesmo quando o acesso à terapia antirretroviral (TARV) tem contribuído, ao longo dos anos, para sua redução. Esse breve cenário reforça a importância da vinculação das pessoas vivendo com HIV/aids aos serviços de saúde como estratégia de fortalecimento do cuidado a elas ofertado.

No contexto do HIV/aids, alguns fatores como a disseminação do teste rápido de HIV nos serviços de saúde, sobretudo na Atenção Básica, a estratégia da prevenção combinada, a simplificação do tratamento com poucos comprimidos por dia, o sucesso terapêutico, a queda na mortalidade, o aumento da sobrevida e a tendência de cronificação da infecção têm tensionado uma necessidade de reorientação da lógica de cuidado. O que demanda a organização de um fluxo assistencial das pessoas vivendo com HIV/aids em caráter hierarquizado e integral, incluindo a oferta de cuidados através de serviços de diferentes complexidades, em especial no âmbito da Atenção Básica.2

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