- Introdução
As neoplasias do trato pancreatobiliar são grandes desafios no campo da oncologia. Tratam-se de doenças de alta morbidade e mortalidade, com avanço discreto no tratamento, seja no cenário curativo ou no cenário metastático. Dividem-se os pacientes em três grupos grandes de tratamento:
- doenças primárias do fígado (hepatocarcinoma e demais tumores hepáticos);
- doenças primárias do pâncreas (adenocarcinoma do pâncreas e demais tumores pancreáticos);
- doenças primárias das vias biliares (colangiocarcinoma, adenocarcinoma de papila duodenal e demais tumores das vias biliares).
Este artigo irá abordar as neoplasias primárias do fígado, representando o hepatocarcinoma, doença extremamente prevalente, sobretudo em países pouco desenvolvidos, cujo tratamento vem apresentando avanços, embora bastante vagarosos. Propõe-se expor questões pertinentes ao médico não oncologista, para que possa haver capacidade suficiente para lidar com pacientes portadores da doença nas mais diversas esferas do cuidado clínico.
Nota da Editora: os medicamentos que estiverem com um asterisco (*) ao lado estão detalhados no Suplemento constante no final deste volume.
- Objetivos
Ao final da leitura deste artigo, o leitor será capaz de
- definir conceitos básicos sobre a biologia e a epidemiologia do hepatocarcinoma;
- identificar fatores de risco relacionados e definir conceitos precisos sobre métodos de diagnóstico e prevenção de hepatocarcinoma;
- entender a diferença de características entre as variantes clássica e fibrolamelar;
- analisar criticamente o estadiamento do hepatocarcinoma e as diferentes classificações necessárias para considerar o melhor tratamento para cada um dos pacientes;
- entender sobre preceitos básicos para o tratamento do hepatocarcinoma doença localizada e avançada;
- entender conceitos simples sobre os principais esquemas de tratamento sistêmico para pacientes com hepatocarcinoma;
- compreender questões sobre sobrevida, controle de sintomas e cuidados paliativos.
- Esquema conceitual