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LEPTOSPIROSE CANINA

ANA SILVIA DAGNONE

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  • Introdução

A leptospirose canina é uma doença infectocontagiosa com importância mundial e de etiologia bacteriana causada por espiroquetas da espécie Leptospira interrogans sensu lato.

Essa espiroqueta L. interrogans pode ser encontrada por todo o planeta, embora possam ocorrer variações entre as regiões geográficas em relação à prevalência, e tem caráter zoonótico, infectando os seres humanos, como, também, os animais domésticos e selvagens.

Nos cães, e com menor frequência nos gatos, a L. interrogans pode causar quadros clínicos diversos de infecção sistêmica, ocasionando, comumente, nefrite e hepatite agudas, vasculite e até um estado de portador crônico.

Quanto à transmissão da L. interrogans entre os hospedeiros, poderá ocorrer por contato direto entre animais infectados ou indireto, através de água, alimentos ou fômites contaminados.

Os testes utilizados para o auxílio confirmatório do diagnóstico para o agente etiológico da leptospirose podem ser sorológicos ou por identificação direta do agente em material biológico (sangue, urina e tecidos), por cultivo bacteriano e pela detecção de material genético com uso de técnicas moleculares, como a reação em cadeia da polimerase (do inglês, polimerase chain reaction [PCRreação em cadeia da polimerase]).

A terapia de cães com leptospirose baseia-se no suporte e na instituição de terapia antimicrobiana específica.

O tratamento com antibióticos apropriados deve ser instituído em cães com suspeita clínica de leptospirose, mesmo antes de o diagnóstico definitivo ser estabelecido.

O prognóstico para os cães com leptospirose na forma aguda, quando tratados no início e de forma intensiva, é bom; entretanto, em cães com distúrbios hemorrágicos e hemolíticos associados a quadros renais graves, é reservado.

  • Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • identificar os principais sinais clínicos de um paciente canino com suspeita de leptospirose;
  • listar as principais condutas diagnósticas para a enfermidade;
  • estabelecer linhas terapêuticas para o quadro clínico desta doença infecciosa, de acordo com o paciente e as suas complicações clínicas.

 

  • Esquema conceitual
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