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VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA E NÃO INVASIVA

ALLAN PEIXOTO DE ASSIS

CAROLINA TEIXEIRA CUNHA

FERNANDA ALVES FERREIRA GONÇALVES

JOSÉ MELQUIADES RAMALHO NETO

RENATO DIAS BARREIRO FILHO

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Introdução

Os pacientes dependentes de suporte ventilatório avançado devem receber cuidados de enfermagem criteriosos e observação contínua, aliados à integração de dados dos testes funcionais, prevenindo complicações e aumentando suas probabilidades de recuperação.1

De acordo com a Lei Federal nº 7.498, de junho de 1986,1 compete ao enfermeiro a execução de cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de morte, além de cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões.2

Para além dos aspectos legais e do cuidado em si, para a segurança do paciente dependente de suporte ventilatório avançado, a equipe multiprofissional deve manter comunicação efetiva, e o plano de cuidados deve ser estabelecido, no qual cada profissional assume sua atribuição, dividindo a responsabilidade pelo correto manejo ventilatório do paciente.2

O enfermeiro intensivista atua fundamentalmente em unidades de terapia intensiva (UTIs). Atualmente, em determinadas instituições, esses profissionais estão cada vez mais distantes da ventilação mecânica (VM), o que pode estar relacionado às inúmeras atribuições não assistenciais que lhes são instituídas ou, ainda, por deficiência de conhecimento. Frente a isso, o enfermeiro intensivista deve ampliar seus conhecimentos, além de reconhecer a tolerância fisiológica específica de cada paciente.3

Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • revisar os tipos de insuficiência respiratória aguda (IRpAinsuficiência respiratória aguda);
  • diferenciar os distúrbios acidobásicos;
  • descrever os métodos de monitoração dos pacientes ventilados mecanicamente;
  • avaliar as características da ventilação mecânica invasiva (VMIventilação mecânica invasiva) e não invasiva (VMNI);
  • identificar a assincronia nas diferentes fases do ciclo respiratório e avaliá-la por meio de gráficos;
  • utilizar as intervenções capazes de melhorar a interação paciente–ventilador;
  • verificar a indicação, os métodos e os cuidados em caso de desmame da VM;
  • elaborar um plano de assistência a pacientes em VMNI e VMIventilação mecânica invasiva.

Esquema conceitual

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