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ANALGESIA CLÍNICA E CIRÚRGICA EM CÃES E GATOS

Autores: Fernanda Antunes, Theresa de Moura Monteiro, Leticia Ramos Viana, Jessica Dorneles Torres, Thamiris Silva dos Santos Vargas
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OBJETIVOS

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

  • reconhecer as vias da dor;
  • identificar as expressões comportamentais;
  • apresentar possibilidades farmacológicas para o tratamento da dor.

Esquema conceitual

INTRODUÇÃO

A dor é uma experiência reconhecida em diversas espécies com diferentes manifestações de sofrimento. Na medicina veterinária, é comprovado (consciente) que entre as individualidades espécie-específica, também há uma subjetividade de cada ser atribuída às experiências vivenciadas e às consequências delas, configurando a senciência animal.1

Os sentimentos desagradáveis potencializam a intensidade da percepção da dor, mesmo sem estímulo nocivo evidente. Na medicina veterinária, identificar a dor do paciente é uma tarefa árdua, por isso utilizam-se as diretrizes de escala comportamental.1

Hoje há o conhecimento (esclarecimento) de que as alterações provocadas pela transmissão permanente do estímulo interferem diretamente na rotina e na qualidade de vida da família multiespécie. A influência do estímulo doloroso repercute em outros sistemas do organismo, alterando sinais vitais e reverberando no desenvolvimento de doenças secundárias fisiológicas e psiquiátricas.2,3

A dor normalmente é subdividida entre aguda/adaptativa e crônica/mal-adaptativa. A proporção dos danos é consequência da intensidade e do tempo de permanência nesse estado. Alguns casos apresentaram piora por meio de modificação estrutural dos nervos sensitivos. A designação do diagnóstico deve ser avaliada individualmente acordando com a memória e histórico de dor.1-3

A analgesia multimodal é uma estratégia adequada e sempre deve ser considerada, uma vez que existem diferentes vias de dor. Para um tratamento efetivo, as terapias associadas podem ser farmacológicas e não farmacológicas.1

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