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CARCINOMA UROTELIAL DE BEXIGA EM CÃES

Autores: Lais Calazans Menescal Linhares, Michelle do Carmo Pereira Rocha, Felipe Noleto de Paiva, Andrigo Barboza De Nardi
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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

  • revisar as características e o comportamento biológico do carcinoma urotelial (CUT) em cães;
  • descrever as implicações do CUT na terapêutica e no prognóstico dos cães;
  • avaliar os principais fatores etiológicos e de maior risco de CUT;
  • realizar o diagnóstico de CUT de bexiga, desde os exames mais básicos até os mais avançados;
  • indicar as principais modalidades de tratamento disponíveis;
  • realizar a tomada de decisão terapêutica e monitoração de resposta ao tratamento;
  • identificar os fatores prognósticos para o CUT vesical canino;
  • selecionar os pacientes sob maior risco de piores desfechos clínicos.

Esquema conceitual

Introdução

O CUT, anteriormente denominado de carcinoma de células transicionais, é considerado a neoplasia maligna de bexiga mais comum em cães. Mais de 90% dos cães acometidos apresentam a doença na sua forma musculoinvasiva e agressiva, e mais de 50% dos tumores tendem a surgir na região do trígono vesical, em proximidade aos ureteres e à uretra.1,2

Além disso, esses pacientes apresentam-se incialmente com sinais clínicos inespecíficos, sendo facilmente confundidos com outras afecções não neoplásicas do trato urinário inferior, contribuindo para um diagnóstico tardio.

Todos esses fatores tornam o tratamento e o controle da doença bastante desafiadores, sendo imprescindível a instituição de um diagnóstico assertivo para permitir a intervenção terapêutica de maneira precoce e eficaz, seja de forma local e/ou sistêmica.

Neste capítulo, o CUT vesical canino será abordado de forma integral, promovendo a compreensão dessa doença multifatorial em todos seus aspectos, desde sua etiologia e comportamento biológico até aspectos clínicos, diagnósticos, terapêuticos e prognósticos.

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