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COMO FUNCIONAM AS FORMAS FARMACÊUTICAS COM NANOTECNOLOGIA

ADRIANA RAFFIN POHLMANN

SILVIA STANISÇUASKI GUTERRES

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  • Introdução

No início do século XX, o biofísico alemão Paul Ehrlich propôs o conceito de bala mágica como uma estratégia de direcionamento de fármacos de forma seletiva ao alvo no organismo, poupando as áreas sadias.1 Criava-se, naquele momento, o conceito de direcionamento a alvo específico para o tratamento de doenças, com consequente diminuição de efeitos adversos. Por sua vez, o termo nanotecnologia para denominar a aplicação da ciência em nanoescala foi cunhado somente em 1974, por Norio Taniguchi, um pesquisador da Universidade de Tóquio, Japão.

Na área da nanotecnologia farmacêutica, o conceito da bala mágica pode ser vislumbrado pelo uso de um carreador capaz de promover o direcionamento específico de fármacos a tecidos-alvo. Do conceito à clínica, os nanomedicamentos somente se concretizaram décadas adiante, com o desenvolvimento de nanomateriais e nanoestruturas com aplicação na terapêutica.

O advento do desenvolvimento de microscópios eletrônicos e de instrumentos de medida de tamanho de partículas, a partir da década de 1980, impulsionou a nanotecnologia em todas as suas áreas de aplicação, incluindo a nanomedicina.

Em função de seu diâmetro diminuto, os nanocarreadores apresentam propriedades de mascaramento das características físico-químicas do fármaco, sendo que parâmetros importantes para o efeito farmacológico, como absorção, distribuição e eliminação, além de habilidades seletivas para cruzar barreiras biológicas passam a ser governados pelas características próprias dos nanocarreadores.

Na atualidade, a nanotecnologia se consolida como uma das mais promissoras tecnologias para o aprimoramento terapêutico, com o desenvolvimento de medicamentos inovadores.

Neste capítulo, o leitor terá a oportunidade de conhecer os principais conceitos relacionados à nanotecnologia farmacêutica, as abordagens de obtenção de nanocarreadores, as principais técnicas de caracterização físico-química, como funcionam os nanocarreadores, assim como as principais aplicações terapêuticas disponíveis na clínica.

  • Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • perceber a dimensão de objetos na escala nanométrica;
  • identificar nanomateriais e nanoestruturas considerando suas definições;
  • analisar as principais abordagens para a obtenção de nanomateriais e de nanoestruturas;
  • descrever os principais métodos de caracterização físico-química de nanoformulações farmacêuticas;
  • listar as principais aplicações da nanotecnologia na área terapêutica;
  • reconhecer os principais mecanismos de funcionamento dos nanomedicamentos.
  • Esquema conceitual
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