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COMPROMETIMENTO COGNITIVO VASCULAR

Autores: Vitor Santos de Souza, Mariana Gonçalves Maciel Pinheiro, Elisa de Paula França Resende, Breno José Alencar Pires Barbosa
epub-PRONEURO-C4V3_Artigo4

Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

  • discutir o conceito de comprometimento cognitivo vascular (CCV);
  • identificar a relevância epidemiológica de CVV e os principais fatores de risco;
  • descrever as apresentações clínicas mais frequentes do CCV;
  • listar as etapas para diagnosticar CCV, com foco em avaliação clínica e exames complementares disponíveis em cada nível de complexidade;
  • elencar as principais classificações do CCV quanto à gravidade e às síndromes clínicas;
  • apontar estratégias do tratamento farmacológico e não farmacológico do CVV.

Esquema conceitual

Introdução

CCV é um termo que se refere a diferentes graus de declínio na cognição e no comportamento relacionados a doenças cerebrovasculares, podendo abranger um ou mais domínios cognitivos.1 Pode, ainda, ocorrer em graus variados de gravidade, desde fases pré-clínicas (cérebro em risco) até fases de comprometimento cognitivo leve e demência.2

O CCV pode ocorrer após lesões diversas, como isquemias ou hemorragias corticais, bem como após acometimento de pequenas artérias (subcorticais). A etiologia da oclusão arterial de grandes ou pequenas artérias que leva à isquemia pode ser sistêmica, cardíaca ou local.2

O CCV é uma das causas mais comuns de demência e, nos pacientes mais idosos, frequentemente, coexiste com outras patologias degenerativas cerebrais (por exemplo, doença de Alzheimer [DA]), resultando em demências de múltiplas etiologias, também classificadas como demências mistas.2

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