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CUIDADOS PALIATIVOS NA FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL

Hudson Azevedo Pinheiro

Ellen Morbeck

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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • definir e identificar os princípios dos cuidados paliativos para pacientes com disfunções do sistema nervoso;
  • identificar formas de avaliação e/ou monitoramento de sintomas comuns em pacientes com disfunções do sistema nervoso;
  • orientar de maneira eficaz cuidadores e famílias na tentativa de reduzir o impacto da sobrecarga do cuidado;
  • conceituar morte e luto;
  • discutir possibilidades de rotinas de cuidado focadas em pacientes sarcopênicos e/ou com mobilidade reduzida.

Esquema conceitual

Introdução

“Mas te vejo e sinto o brilho desse olhar, que me acalma e me traz força pra encarar tudo.”

— Duca Leindecker

A ação dos cuidados paliativos perpassa todas as fases das doenças neurodegenerativas e dos traumas complexos, desde o momento do diagnóstico até a fase avançada. Isso inclui o final da vida com proximidade ao óbito, ou mesmo a persistência de uma disfunção física, sensorial ou cognitiva, muitas vezes irreversível.

O momento ideal da paliação ainda não está muito bem esclarecido na literatura. No entanto, as intervenções paliativas devem ser realizadas quando o paciente ainda tem sua autonomia preservada, para que haja um planejamento de cuidado com sua participação ativa no curso de sua própria vida, como planos, metas, desejos e cuidados, visando o conforto e uma melhor qualidade de vida.

Saber conduzir o cuidado centrado na pessoa, favorecer a comunicação por meio de um plano de cuidados com definição de metas e planejamentos a curto, médio e longo prazo e manejar os sintomas são habilidades que o fisioterapeuta precisa desenvolver para definir o momento exato da paliação.

Neste capítulo, será apresentada a totalidade dos cuidados paliativos na neurologia, uma área ainda pouco discutida sobre paliação, mas com tantas demandas e sofrimentos dos pacientes. No atendimento fisioterapêutico, há a oportunidade de contribuir no manejo de sintomas como dor e fadiga e na manutenção das capacidades funcionais, sobretudo da marcha, além de acolhimento e orientação aos cuidadores, que muitas vezes são familiares.