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FISIOTERAPIA NEUROFUNCIONAL EM INDIVÍDUOS COM DOR NEUROPÁTICA: DA AVALIAÇÃO AO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO

Autores: Sibele de Andrade Melo Knaut, Jessika Mehret Fiusa, Marina Pegoraro Baroni, João Afonso Ruaro
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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • definir e classificar a dor neuropática;
  • analisar os aspectos neurológicos da dor neuropática;
  • identificar os instrumentos de avaliação da dor neuropática;
  • reconhecer as abordagens fisioterapêuticas do paciente com dor neuropática.

Esquema conceitual

Introdução

A dor pode ser descrita como uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada à lesão real ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo por meio de experiências anteriores.1 A dor crônica neuropática é causada por lesão ou doença dos sistemas somatossensorial, periférico ou central. Estima-se que a dor neuropática na população geral tenha prevalência entre 3 e 17%2 e corresponda a cerca de 20 a 25% dos indivíduos com dor crônica.

A dor neuropática geralmente é crônica e grave e afeta os aspectos psicossociais, bem como o bem-estar econômico dos indivíduos acometidos, o que representa grandes prejuízos na qualidade de vida, transtornos de humor e dificuldades nas atividades da vida diária (AVD).3 Além disso, a dificuldade de diagnóstico, a cronicidade e a gravidade da dor neuropática impactam negativamente o sucesso das intervenções medicamentosas e não medicamentosas.

Grande atenção tem sido fornecida para esse tipo de dor crônica, sobretudo em relação às abordagens terapêuticas, visto que muitos tratamentos medicamentosos apresentam efeitos colaterais que limitam seu uso. Assim, o objetivo geral deste capítulo é atualizar o fisioterapeuta quanto à definição, ao diagnóstico, à avaliação e ao tratamento fisioterapêutico de indivíduos com dor neuropática.

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