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Otites Crônicas: abordagem prática

Autores: Fábio André Selaimen , Nicole Cislaghi Sartor, Rochanne Maciel, Sady Selaimen da Costa
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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

  • identificar a otite média crônica (OMC) e algumas das rotinas do manejo clínico e cirúrgico;
  • reconhecer o breve histórico a respeito da OMC e as classificações tradicionalmente utilizadas;
  • identificar a sintomatologia e a rotina de avaliação em consultório e de exames complementares;
  • compreender a classificação e a sistematização mais utilizadas atualmente para os principais subgrupos da OMC (retrações, perfurações timpânicas e colesteatoma);
  • reconhecer os princípios do tratamento cirúrgico, considerando a OMC não colesteatomatosa (OMCNC).

Esquema conceitual

Introdução

A otite média (OM) é definida como um processo inflamatório, infeccioso ou não, localizado de modo focal ou generalizado na fenda auditiva.1,2 Os primeiros relatos associados a essa doença datam do final do século XIX, quando os autores descreviam o que hoje se conhece como as complicações da OMC. Apesar da terminologia diversa da atual, é possível reconhecer as complicações supurativas associadas aos quadros de otorreia crônica e as alterações timpânicas, principalmente os abscessos subperiosteais, cervicais e cerebrais, os quais precederiam, inexoravelmente, o óbito dos pacientes acometidos.3,4

A classificação dos processos inflamatórios da orelha média não é consensual, majoritariamente em razão da falta de compreensão global da doença e, consequentemente, da ausência de um sistema que contemple todos os aspectos necessários para o otologista.

Desde os primeiros relatos que associavam a otite supurativa crônica às complicações intra e extracranianas e à morte dos pacientes, ainda não é possível amadurecer um sistema de classificação que efetivamente ajude na decisão terapêutica e que possa predizer o prognóstico das diversas formas clínicas da doença. Ainda assim, como ponto de partida para este estudo, será apresentada a categorização proposta por Bluestone e Kenna, a qual, para fins didáticos, divide as OM5 em OM supurativa — aguda e crônica — e OM não supurativa — serosa e secretora (mucoide).

O foco deste capítulo é a abordagem prática das OMCs, com base na avaliação em consultório e nas condutas propostas, incluindo as indicações cirúrgicas. Além disso, será discorrida brevemente a técnica cirúrgica.

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