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PSICOTERAPIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS PARA MINORIAS SEXUAIS E DE GÊNERO

Ramiro Figueiredo Catelan

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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

  • entender os conceitos básicos em gênero e sexualidade (GS);
  • resumir dados epidemiológicos básicos sobre a saúde mental de minorias sexuais e de gênero (MSG);
  • explicar o modelo do estresse de minoria (EM) e o impacto do preconceito na saúde mental de MSG;
  • descrever os prejuízos decorrentes de tentativas de cura, conversão e correção de GS;
  • situar suas práticas psicoterápicas a partir do modelo das competências clínicas multiculturais;
  • desenvolver estratégias de psicoterapia baseada em evidências para avaliar e tratar as necessidades únicas de MSG;
  • proporcionar acolhimento de qualidade a MSG, com base em sensibilidade, validação e perícia técnica.

Esquema conceitual

Introdução

O objetivo deste capítulo é apresentar um modelo contemporâneo de psicoterapia baseada em evidências adequado às necessidades únicas de MSG, ou seja, estratégias psicológicas direcionadas para as comunidades de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT).

Ao longo da sua história, os saberes psicológicos se comportaram de maneira inadequada e eticamente questionável em relação às MSG, patologizando seus comportamentos e suas experiências de vida. Isso contribuiu, de forma significativa, para produzir e manter situações de violência, discriminação e desamparo que, infelizmente, afligem essas comunidades até hoje.

A partir da década de 1990, como forma de reparar os danos causados à saúde mental de MSG, ganharam força propostas de modelos teóricos e estratégias clínicas adequadas às necessidades únicas dessas comunidades. Esse movimento não apresenta uma uniformidade terminológica ou escola de psicoterapia específica, apresentando-se a partir de conceitos variados, como práticas culturalmente adequadas, competências clínicas multiculturais, cuidado culturalmente humilde e psicoterapia afirmativa.

Independentemente do termo, a ideia central proposta é adquirir conhecimento sobre os panoramas social, cultural e epidemiológico das comunidades LGBT e desenvolver habilidades para avaliar e tratar suas necessidades únicas.

O campo de estudos em GS é amplo, heterogêneo, difuso e permeado por disputas práticas e conceituais. Considerando esse cenário, a proposta deste capítulo é oferecer ferramentas básicas a psicoterapeutas que desejam trabalhar com MSG.

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