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SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS COMO ADJUVANTES NO TRATAMENTO DO TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR

Luana Meller Manosso

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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • reconhecer os principais aspectos fisiopatológicos envolvidos do transtorno depressivo maior (TDM);
  • discutir a importância de estratégias nutricionais para a melhora de sintomas depressivos;
  • identificar oportunidades terapêuticas para o TDM no contexto de suplementos nutricionais;
  • reconhecer doses seguras dos suplementos nutricionais para pessoas com sintomas depressivos.

Esquema conceitual

Introdução

O TDM é um transtorno de humor incapacitante e de alcance global que afeta cerca de 280 milhões de pessoas no mundo.1

Para estabelecer o diagnóstico de TDM, o indivíduo precisa apresentar humor deprimido ou anedonia (falta de sentir prazer por coisas antes prazerosas) associado a mais quatro sintomas por um período de, no mínimo, duas semanas. Outros sintomas podem ser os seguintes:2

 

  • falta de esperança, desespero, sentimento de culpa ou desvalia;
  • alteração no peso ou no apetite;
  • agitação psicomotora ou letargia;
  • fadiga ou falta de energia;
  • pensamentos recorrentes de morte ou suicídio;
  • dificuldade de concentração;
  • insônia ou hipersonia.

A primeira hipótese que surgiu para explicar a fisiopatologia do TDM foi a monoaminérgica, que postula que essa doença ocorre por diminuição nos níveis de monoaminas (serotonina, dopamina e noradrenalina) da fenda sináptica.3

A farmacoterapia clássica do TDM é fundamentada nessa hipótese, e os medicamentos de primeira escolha pertencem à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). Esses fármacos aumentam os níveis de monoaminas de forma rápida, porém a melhora dos sintomas clínicos leva semanas para acontecer. Aliado a isso, alguns indivíduos são resistentes ao tratamento com antidepressivos clássicos.3

Embora a hipótese monoaminérgica continue sendo aceita, outros aspectos também impactam na fisiopatologia do TDM.3 Atualmente, sabe-se que a doença envolve uma sobreposição de fatores genéticos, epigenéticos e ambientais.4

Entre os fatores ambientais, a alimentação pode exercer impactar positivamente no TDM. Intervenções nutricionais, incluindo melhora da alimentação e utilização de suplementação nutricional, podem influenciar na prevenção do transtorno e agir como coadjuvantes para minimizar sintomas depressivos.4

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