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ANÁLISE CRÍTICA DO USO DE ELETROENCEFALOGRAMA DE AMPLITUDE INTEGRADA EM NEONATOLOGIA

Magda Lahorgue Nunes

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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • identificar o papel do eletroencefalograma de amplitude integrada (aEEG) no manejo agudo de recém-nascidos (RNs) de alto risco;
  • listar as indicações clínicas do aEEG relacionadas à detecção de crises convulsivas, à avaliação precoce da função cerebral em RNs com asfixia perinatal e à avaliação da atividade bioelétrica cerebral de RNs prematuros;
  • verificar a sensibilidade do aEEG na elaboração do prognóstico neurológico de RNs com asfixia perinatal e crises convulsivas.

Esquema conceitual

Introdução

O aEEG foi desenvolvido no final da década de 1960 por pesquisadores ingleses,1 e consistia em um monitor cujo objetivo era avaliar a função cerebral de pacientes adultos em estado de mal epiléptico e/ou pós-parada cardiorrespiratória. Posteriormente, esse método foi introduzido nas unidades de terapia intensiva neonatal (UTINs) como uma alternativa diante da necessidade de monitorar RNs de alto risco por tempo prolongado.1,2

Como a maioria dos serviços não dispõe do EEG contínuo (cEEG) convencional e como este requer a colocação de mais eletrodos (o que, às vezes, dificulta o manejo de um RN já conectado a muitos equipamentos) e um profissional com treinamento em neurofisiologia para sua interpretação (o que, frequentemente, não está disponível), o aEEG veio preencher esta lacuna.1,2

Serão discutidos, neste capítulo, alguns aspectos técnicos, as situações clínicas em que a tecnologia pode ser útil, seus prós e contras (aEEG versus cEEG), bem como suas indicações. A metodologia empregada foi uma revisão narrativa da literatura, de forma a embasar as recomendações com base em evidências científicas advindas de publicações recentes.