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BALANÇO DE FLUIDOS NO MANEJO INICIAL DA SEPSE

Samiria Sfair de Oliveira

Mariana Digiovanni

Tatyane Borges Calegari

Wendell Paiva Vita

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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

 

  • identificar a sepse e o choque séptico de acordo com os conceitos atuais;
  • reconhecer as soluções disponíveis para fluidoterapia no choque séptico;
  • discutir o manejo dos fluidos no choque séptico.

Esquema conceitual

Introdução

A sepse é um importante problema de saúde pública mundial. Trata-se de uma das principais causas de morbidade e mortalidade evitáveis em crianças, conforme destacado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

As definições de sepse em pediatria foram revisadas e publicadas recentemente em 2024. A sepse passa a ser definida em crianças e adolescentes com idade entre 37 semanas e 18 anos com infecção suspeita ou confirmada e que apresentam disfunção orgânica potencialmente fatal.1

O consenso, elaborado pela Society of Critical care Medicine Pediatric Sepsis Definition Task Force, trouxe novas definições para sepse e choque séptico e seus critérios diagnósticos, por meio do Escore de Phoenix.1 As principais mudanças foram as seguintes:1

 

  • nomenclatura simplificada — infecção sem disfunção, sepse e choque séptico (a expressão sepse grave está extinta);
  • critérios da síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS) não mais requeridos para o diagnóstico de sepse — embora ainda sejam de extrema importância para a triagem do paciente com infecção ou sob suspeita de sepse ou choque séptico.

A sepse passa a ser confirmada na presença de 2 pontos ou mais no Escore de Phoenix. Os sistemas elegidos para a criação dos critérios foram os seguintes:1

 

  • respiratório;
  • cardiovascular;
  • coagulatório;
  • neurológico.

Conforme o consenso, choque séptico passa a ser definido como presença da sepse e pelo menos 1 ponto nos critérios de Phoenix para o sistema cardiovascular.1

A terapia hídrica representa uma intervenção importante no tratamento dos pacientes criticamente doentes. Cerca de um terço dos pacientes em unidade de terapia intensiva (UTI) recebe fluidos para a ressuscitação em algum momento da internação, e um número muito maior recebe fluidos de manutenção. É um desafio constante conseguir determinar o tipo e a quantidade de líquido de que cada paciente necessita nos diferentes momentos de sua internação na UTI.2