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Compreensão e Intervenção Cognitiva para Comportamento Suicida

Patrícia Carvalho

Sabrina Freitas

Maycoln Teodoro

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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

  • identificar o tabu que envolve a temática do comportamento suicida;
  • conceituar o comportamento suicida e as suas variações;
  • revisar os aspectos epidemiológicos do suicídio;
  • diferenciar os fatores de risco e de proteção para um paciente suicida;
  • descrever os mitos e as verdades relacionadas ao comportamento suicida;
  • avaliar e classificar o comportamento suicida;
  • identificar as etapas do manejo da crise suicida;
  • realizar a intervenção do comportamento suicida na prática clínica.

Esquema conceitual

Introdução

A morte é a única certeza que temos na vida. (José Luiz de Souza Maranhão)1

A morte, ao longo da história, tem se caracterizado como um tema a ser evitado ou negado. Nesse sentido, autores como José Luiz de Souza Maranhão, em seu livro O que é a morte?, e Phillipp Ariès, em História da morte no ocidente, buscaram abordar, de forma crítica, a morte enquanto um fenômeno socialmente construído.1,2

Os autores destacam que, em diferentes povos e contextos, o homem criou rituais para simbolizar a morte. Das vestes pretas, ao velório, às novenas e aos cemitérios. Das manifestações de alegria, tristeza, medo e horror. Foram construídas diversas maneiras de expressar e vivenciar a finitude, até chegar à experiência atual, em que a morte está associada à percepção subjetiva de mundo. 1,2

No entanto como e quando a morte se tornou um tabu? Afinal, a morte é parte da vida e, apesar de todos os esforços para evitá-la, ela se impõe cotidianamente. Seja por meio da morte natural, da morte súbita, da morte violenta ou do suicídio. Morrer é parte da condição humana. Como bem coloca Maranhão (1992), “a morte é a única certeza que temos na vida”.1

Assim, e considerando que o tema continua sendo tabu em muitos contextos, este capítulo tem como objetivo abordar mitos e verdades relacionadas à ideação e a comportamentos suicidas, a partir de um enfoque da terapia cognitivo-comportamental (TCC).