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papel dos valores nas terapias comportamentais, cognitivo-comportamentais e contextuais

Jan Luiz Leonardi

Dan Josua

José Luiz Dias Siqueira

Cainã Gomes

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Objetivos

Ao final da leitura deste capítulo, o leitor será capaz de

  • descrever o que são valores e o seu papel na psicoterapia;
  • reproduzir a ênfase dada aos valores nas terapias comportamentais, cognitivo-comportamentais e contextuais;
  • listar as principais estratégias para identificar e mensurar valores na prática clínica.

Esquema conceitual

Introdução

O psicoterapeuta lida com pessoas em sofrimento, indivíduos que estão fragilizados, vulneráveis, vivenciando emoções e pensamentos dolorosos, estagnados em problemas que parecem sem solução. Nessa conjuntura, é provável que tenham se afastado daquilo que dá significado e propósito às suas vidas, talvez já nem saibam mais o que realmente importa para eles. É possível que tenham se distanciado de seus valores e, até mesmo, que sequer saibam quais são.

A noção de que os valores deveriam fazer parte do objetivo global da psicoterapia surgiu, na psicologia humanista, com Viktor Frankl. Em seu livro de 1946, intitulado Em busca de sentido, o autor argumenta que a principal força motivacional humana está na busca por um propósito de vida. Pouco depois, Carl Rogers, em seu livro de 1951, Terapia centrada no cliente, argumentou que viver de acordo com os valores é essencial para a saúde psicológica. Mais recentemente, as terapias comportamentais, cognitivo-comportamentais e contextuais incorporaram a investigação acerca dos valores e buscaram aprimorar sua identificação, sua mensuração e seu uso clínico.1

A influência dos valores sobre a vida das pessoas é tão significativa que não seria adequado limitar sua discussão a uma abordagem específica da psicologia. Ao se ter como foco a história de vida das pessoas e o seu sofrimento, em seu contexto atual, inevitavelmente serão levadas em conta questões relacionadas a seus valores ao buscar ajudá-las a promover mudanças que sejam relevantes.1