- Introdução
A maioria das massas anexiais é benigna e autolimitada. A pronta e acurada identificação dessas lesões é importante para evitar exames e controles desnecessários, os quais podem induzir à realização de procedimentos potencialmente iatrogênicos. A ultrassonografia (USGultrassonografia) é o melhor método para essa avaliação, tendo bom poder discriminatório entre lesões benignas e potencialmente neoplásicas.
Os controles evolutivos e o emprego da ressonância magnética (RMressonância magnética) podem ser necessários. Neste artigo, serão subdivididos os grupos de pacientes em achados de baixa relevância e de alta relevância, de acordo com os resultados da USGultrassonografia, em que as condutas e os prognósticos são distintos.
Alguns pontos são importantes na interpretação dos achados de ultrassom (USultrassom), como a presença de algum componente sólido maior do que 3mm (em especial, maior do que 7mm), a loculação da lesão, o perfil de fluxo ao Doppler, quanto maior a vascularização maior o potencial neoplásico (excetuando-se imagens funcionais — folículos e corpos lúteos), o tamanho da lesão e os achados associados, como ascite ou bilateralidade da lesão.
Abordam-se, ainda, detalhes relacionados à estratégia de diferenciação de cistos hemorrágicos, endometriomas e cistos dermoides, além de discorrer a respeito do léxico a ser adotado na descrição das massas anexiais.
- Objetivos
Ao final da leitura deste artigo, o leitor será capaz de
- descrever o papel da USGultrassonografia na avaliação das massas pélvicas;
- identificar as principais características que distinguem imagens de USGultrassonografia com alta e baixa relevância clínica na avaliação da pelve;
- aprimorar o uso racional das ferramentas diagnósticas com emprego adequado das técnicas disponíveis para avaliação das massas pélvicas;
- reduzir a utilização desnecessária de controles evolutivos das massas anexiais e de técnicas potencialmente iatrogênicas durante a realização de procedimentos de avaliação.
- Esquema conceitual